Vinho Tinto Réquiem Hispania Dies Irae Ribera del Duero
Bodega Requiem Hispania, Ribera del Duero, Espanha
Características
- Tipo: Tinto
- Uva: Tempranillo
- País: Espanha
- Volume: 750 ml
Em resumo
Ribera del Duero de vinhas velhas e 16–18 meses em carvalho francês. Réquiem Hispania Dies Irae: potência e elegância. Compre na DelWine!
Ficha técnica
- Tipo
- Tinto
- Uva
- Tempranillo
- País
- Espanha
- Região
- Ribera del Duero
- Produtor
- Bodega Requiem Hispania
- Volume
- 750 ml
- Teor alcoólico
- 14,5%
- Temperatura de serviço
- 16°C a 18°C
Sobre este vinho
Tinto espanhol de Ribera del Duero, elaborado pela Réquiem Hispania a partir de Tinto Fino (Tempranillo) de vinhas muito velhas. Cor púrpura intensa, aromas de fruta negra madura, balsâmico, especiarias e cacau, boca encorpada, taninos firmes e final longo após longa passagem por carvalho francês. Perfeito para quem busca um Ribera do Duero com personalidade séria, mas acessível na taça — ideal para jantares mais caprichados, carnes assadas de longa cocção, pratos de caça ou simplesmente para abrir quando o momento pede um tinto profundo e memorável.
Harmonização
Carnes de cordeiro assadas ou grelhadas: a estrutura tânica e a concentração de fruta negra do Dies Irae combinam de forma perfeita com a gordura e o sabor intenso do cordeiro. Carnes de caça (javali, pato, perdiz): a profundidade de sabor, os toques balsâmicos e de carvalho francês encontram um par natural nas carnes de caça, que pedem tintos de caráter. Costela bovina ou ossobuco de longa cocção: a textura untuosa dos pratos de cocção lenta encontra na acidez firme e nos taninos bem trabalhados do vinho o equilíbrio ideal na taça. Queijos curados e intensos: queijos como Manchego curado, Idiazábal ou um bom parmesão envelhecido harmonizam com a potência e o perfil levemente tostado do vinho. Pratos de cozinha ibérica rica em especiarias: receitas à base de embutidos, carnes suínas e molhos reduzidos encontram no Dies Irae um parceiro à altura da intensidade do prato.
Vinificação
As uvas Tinto Fino (Tempranillo) são colhidas manualmente em caixas de no máximo 15 kg, com dupla seleção de cachos — primeiro na vinha e depois na adega — para garantir apenas fruta perfeita. A vinificação segue o princípio de mínima intervenção: fermentação espontânea com leveduras indígenas, em pequenos tanques, e extração cuidadosa para preservar elegância e profundidade. A filosofia da casa é “escapar das modas oportunistas” e retomar a forma tradicional de fazer vinhos ligados ao terroir, com rendimentos baixos de apenas 2.000 a 2.500 kg/ha.
História
A Réquiem Hispania é uma pequena bodega-boutique de Peñafiel, na Ribera del Duero, criada como um projeto familiar para exaltar a história, a memória e o terroir da região. Nessa “bodega de garagem”, a produção é intencionalmente limitada para garantir controle absoluto sobre cada etapa, do vinhedo à garrafa. A nova fase da vinícola é dirigida pelo enólogo Jean‑François Hébrard, também conhecido pelo trabalho em Quinta da Quietude em Portugal, que trouxe ao projeto uma visão de precisão enológica aliada ao respeito absoluto pelas vinhas velhas e pelo caráter da Tinto Fino. A filosofia é clara: fugir de vinhos padronizados, cuidar das vinhas antigas em vaso e produzir rótulos que saibam de onde vêm — vinhos de lugar, intensos e autênticos.
Maturação
Após a fermentação, o vinho estagia de 16 a 18 meses em barricas de carvalho francês, combinando madeira nova e de segundo uso. Esse período relativamente longo de amadurecimento aporta notas de especiarias finas, cacau e torrefação, integra os taninos e prepara o vinho para uma longa vida em garrafa. O estilo é claramente voltado para a guarda, com capacidade de evolução por muitos anos, revelando com o tempo camadas adicionais de complexidade aromática e textura mais sedosa.
Vinhedo
A Réquiem Hispania trabalha com vinhas muito velhas, algumas centenárias, de Tinto Fino plantadas em vaso em dois grandes conjuntos de parcelas: o “Terruño de Casqueras” e o “Terroir Valdeduero”, perto de Peñafiel, na Ribera del Duero, Castilla y León. O clima é continental extremo, com grandes amplitudes térmicas e baixa pluviometria, o que resulta em uvas de pele espessa, grande concentração e acidez vibrante. Os solos, em geral pobres e pedregosos, obrigam a videira a aprofundar suas raízes, produzindo poucos cachos, mas de altíssima qualidade — a essência dos grandes Ribera del Duero.