Château La Tour Carnet: Grand Cru Classé do Haut-Médoc
O Château La Tour Carnet é um Bordeaux tinto clássico do Haut-Médoc, classificado como Grand Cru Classé na classificação de 1855. A propriedade é uma das mais antigas do Médoc, com uma torre medieval de 1120 ainda cercada por um fosso.
Corte e amadurecimento
O vinho é elaborado com 60% Merlot e 40% Cabernet Sauvignon e passa 16 meses em barricas de carvalho francês, 30% delas novas. A madeira integra os taninos e traz notas de cedro, enquanto a fruta aparece em cassis e groselha. Teor alcoólico de cerca de 14%.
O vinhedo
As vinhas ficam em Saint-Laurent-de-Médoc, sobre um morro de argila e calcário coberto de cascalho, solo que drena bem e favorece a maturação lenta das uvas. A colheita passa por dupla seleção, no vinhedo e na mesa de triagem.
Bernard Magrez
Desde 1999 o château pertence a Bernard Magrez, dono de várias propriedades de prestígio em Bordeaux.
Como servir o Château La Tour Carnet
Temperatura e decantação
Sirva entre 16 °C e 18 °C, de preferência depois de 30 a 60 minutos no decanter.
Harmonização
Carnes
- Carnes vermelhas grelhadas ou assadas, como costela
- Picanha
- E pratos de caça
Queijos
- Queijos maturados
- Que acompanham a estrutura do vinho
Maturação
O vinho passa por 16 meses de maturação em barricas de carvalho francês, das quais 30% são novas, um processo tradicional para Grand Cru Classé do Haut-Médoc. Esse período confere taninos integrados e uma textura macia ao vinho, além de notas sutis de especiarias e boisé que se somam ao perfil de fruta negra e cassis, sem mascarar a identidade do terroir do Médoc. A passagem por madeira também contribui para o potencial de guarda do vinho, permitindo que evolua em garrafa por vários anos.
Vinhedo
No coração do Haut-Médoc, no município de Saint-Laurent-de-Médoc, o vinhedo do Château La Tour Carnet se assenta sobre a chamada Butte de la Tour Carnet, um morro de argila-calcário coberto por uma espessa camada de cascalho de origem Günz. Essa combinação rara de cascalho drenante sobre um subsolo argilo-calcário retentor de água favorece especialmente a Merlot, explicando por que essa uva representa mais da metade do encepamento do château. O terroir confere aos vinhos um perfil de meio-corpo com taninos presentes, mas macios, e uma frescura que equilibra a concentração de fruta, refletindo tanto a drenagem do cascalho quanto a reserva hídrica da argila nos anos mais secos. É esse mosaico de solos, raro no Médoc, que sustenta a reputação do château como um dos terroirs mais singulares da região desde a classificação de 1855.