Urbain V Gigondas: tinto do sul do Rhône
O Urbain V Gigondas é um tinto francês da AOC Gigondas, no Vale do Rhône Meridional, feito com Grenache e Syrah. O nome homenageia Urbano V, papa de Avignon no século XIV.
A denominação Gigondas
Gigondas fica a nordeste de Avignon, no pé das Dentelles de Montmirail, uma formação calcária espetacular, a poucos quilômetros de Châteauneuf-du-Pape. É AOC desde 1971 e produz tintos de estrutura, perfume de ervas silvestres (a garrigue) e especiarias.
Estilo
A Grenache dá fruta escura e calor; a Syrah traz estrutura e notas de pimenta. O estágio em barrica integra as duas castas. Teor alcoólico de cerca de 13%.
Como servir o Urbain V Gigondas
Temperatura ideal
Sirva entre 14 °C e 16 °C.
Harmonização
Carnes
Carne assada com ervas e alho — a harmonização clássica de um Gigondas.
Cozinha provençal
- Ratatouille
- Cordeiro
- Pratos com ervas de Provence
Maturação
O Urbain V Gigondas 2021 passa por estágio em barrica que integra as notas especiadas e de especiarias do Grenache e da Syrah, conferindo ao vinho estrutura e textura sem sobrepor a fruta. O resultado é um Gigondas de taninos aveludados, boca carnuda e comprimento picante harmonioso, com potencial de guarda de 8 a 15 anos a partir da safra 2021. Servir entre 12 e 15°C para expressar o nariz complexo e a fruta concentrada.
Vinhedo
Os vinhedos de Gigondas situam-se nos contrafortes das Dentelles de Montmirail, formação calcária espetacular no Vale do Rhône Meridional, no sul da França, a poucos quilômetros de Châteauneuf-du-Pape. Os solos são predominantemente calcários com pedras roladas e argila, similares aos famosos 'galets roulés' de Châteauneuf, com excelente drenagem e capacidade de acumular calor durante o dia e liberá-lo à noite. O clima é mediterrânico quente e seco, com forte presença do Mistral, vento norte que resseca o ar, previne doenças fúngicas e concentra naturalmente os aromas nas uvas. A altitude dos vinhedos de Gigondas, mais elevada que a planície do Rhône, garante noites mais frescas que preservam a acidez e a frescura dos vinhos. No copo, esse terroir de pedra calcária, calor mediterrânico e Mistral se traduz em tintos de cor intensa, nariz complexo de frutas escuras, ervas silvestres e especiarias, taninos maduros e final longo.